VELHA ECONOMIA x NOVA ECONOMIA

IDEIAS INOVADORAS MUDAM A GESTÃO E OS RESULTADOS DE UMA EMPRESA


Soluções simples para problemas complexos. É assim que pensam os grandes empreendedores. O maior desafio do mundo dos negócios é oferecer o que os clientes querem, com custo baixo e de forma diferenciada. Em 2014 o SEBRAE de São Paulo divulgou uma pesquisa com o objetivo de identificar os fatores que contribuem para as chances de sucesso das empresas. O estudo ganhou o nome de Causa Mortis e constatou que a diferença entre as empresas que tiveram sucesso das que fracassaram é de 10 a 20% de esforço. O empenho por encontrar soluções faz a diferença. Inovar não era incomum no Centro do Alumínio. Iniciaram as atividades há 22 anos trabalhando com alumínio, implementaram o comércio de forros, divisórias, marcenaria e seu novo segmento é a energia solar. Erick Fernandes, um dos diretores, explica que se “incomodava muito com o processo padrão da empresa. Temos mais de 20 anos e minha família também faz parte da gestão, por isso mudar algum processo as vezes é desafiador. Tanto tempo dando certo, de uma forma, as vezes mudar algo para melhorar ainda mais pode ser arriscado na visão de perfis diferentes do meu. Mas é justamente por essa diversidade de pensamentos que acredito que nossa empresa já passa de duas décadas de vida.” O negócio de família era promissor e trabalhar ali era uma decisão natural. Passou por vários departamentos, carregador de material, conferente, vendedor no balcão, atendimento no caixa. Contudo, tinha uma inquietação interna que o fazia procurar novos desafios fora da empresa e teve a oportunidade de abrir seu próprio negócio. Quando as coisas começavam a decolar era chamado para voltar para o Centro do Alumínio. “Acredito que cada vez que saía e empreendia, eu voltava com mais força”, conta. Quando Erick decidiu abraçar o desafio de trabalhar novamente na empresa dos pais apresentou um plano de trabalho para os primeiros seis meses. “Tinha que entregar resultados condizentes com os investimentos e que realmente valesse a pena”, diz. Entre outras ações, queria diminuir o tempo gasto por um cliente dentro da loja. A ideia era simples. Entre o cliente entrar na loja, ser atendido no balcão, pagar a conta no caixa, retirar a mercadoria na expedição e sair da loja estavam preciosos minutos perdidos com burocracias e isso tinha que acabar. “Eu me incomodo em ver que o cliente não está sendo bem atendido e não está satisfeito. Eu preciso dar um serviço. Acredito que a empresa é um conjunto de pessoas dispostas a dar um serviço para a sociedade, para outras pessoas”, explica o empresário. A filosofia do Erick é fornecer soluções reais e sair da guerra de preços. O atendimento expresso foi uma série de mudanças. Não só por ser uma tendência mundial, mas também para chamar a atenção do cliente para uma solução ágil.


“Tiramos a maioria dos acessórios de trás do balcão e trouxemos para o salão de vendas em prateleiras, semelhante a um supe mercado. Posicionamos checkouts, os caixas expressos. Hoje, o próprio cliente pode escolher, pegar seu produto e ir direto ao caixa. O atendimento em horários de pico caiu de 30 minutos para 3 minutos!!!”, explica. O projeto de atendimento expresso já estava na mente de Erick há cinco anos. Existe uma diferença entre ter a ideia e implementar a ideia. Foi necessário encontrar, engajar e treinar colaboradores dispostos a enfrentar a mudança, fazer um plano de trabalho, implementar de acordo com a legislação fiscal, encontrar equipamentos e softwares adequados, mudar o espaço da loja, trazer soluções para as embalagens, só para citar alguns desafios enfrentados. Os relatórios eram apresentados mensalmente e assim toda a diretoria sabia sobre o andamento do projeto e o apoiava. No primeiro dia, 40 tickets foram vendidos no atendimento expresso. Hoje são vendidos mais do que o dobro. Os clientes adoraram porque entendem que os 30 minutos economizados numa compra dentro do Centro do Alumínio podem ser gastos de forma mais eficiente fazendo outra coisa. “O maior lucro do expresso é o tempo economizado para o restante da empresa poder funcionar melhor e aumentar o faturamento. Já deu resultado no faturamento global também”, conta o empreendedor. Toda a empresa saiu ganhando e com a economia de tempo e recursos, novos postos de trabalho foram abertos. Erick conta que hoje existe um posto de operador de estacionamento para gerir o estacionamento e receber o cliente assim que estaciona seu veículo. Foram contratados vigilantes para aumentar a segurança dos clientes, promotores e recepcionistas auxiliam o atendimento e direcionam o cliente de acordo com sua necessidade. A crise mudou a forma de pensar e agir do consumidor final. Agora, prefere contratar a mão de obra de um marceneiro, vidraceiro e outros profissionais autônomos e comprar ele mesmo o material em distribuidores. Pulando degraus, a economia é maior. Para atender esse público, as empresas precisam se adaptar a nova realidade, a nova economia. “O segredo de ser um bom gestor de marketing é ser um bom cliente e se colocar no lugar dele. Me coloco fora da loja e penso o que quero ter na loja”, diz Erick. E pensando nisso viu outra grande oportunidade. Criar um espaço para uma cafeteria dentro do Centro do Alumínio. Um local para que os profissionais liberais, os empreiteiros e o consumidor final possam se reunir com conforto, ambiente climatizado, internet de alta velocidade e estacionamento exclusivo. A loja entrará para um outro nível e estará pronta para enfrentar os desafios das próximas décadas e colher seus frutos.


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